Beth Almeida, expressiva representante da arte mineira, nasceu em Belo Horizonte, cidade que tem sido, como o resto do Estado de Minas, um celeiro de grandes artistas.

Com o mesmo arrojo, sensibilidade e beleza das montanhas de Minas, Beth tem se dedicado a produzir obras que aos poucos vão tornando seu nome conhecido inclusive além das fronteiras do País.

Dedicou vários anos a trabalhos de pintura e restauração do barroco, presente em pisos, tetos e imagens de igrejas de Minas.

Freqüente estudiosa de técnicas milenares italianas, foi usando sua criatividade em tudo que lhe chegava às mãos. No início paredes de bares e boites, seguindo por vidros de design moderno, aos quais ela aplicou o ouro das Geraes através de técnicas que desenvolveu e aprimorou com o passar dos anos.

O seu trabalho, além de agradar e entusiasmar quem tinha oportunidade de apreciar, deixava a artista feliz. Esse estado de satisfação proporcionou novas buscas, novas ousadias. Todo o conhecimento agora acumulado, estava a serviço das telas, dos pincéis e do óleo, numa inteiração ousada e harmoniosa com o couro e o metal, e em especial com o ouro.

Hoje, Beth Almeida, acumula em sua bagagem artística um sucesso consagrador que é comprovado pela sua presença em BH, Vitória, Rio, Brasília, França e Nova York, através de coletivas e individuais.

Talento e sensibilidade, é a marca dessa artista.

Mauro Lucio Jeronymo

Beth Almeida surgiu no meio artístico como um vulcão: explodiu de repente, com força total, fulgurante, luminosa. Espalhou lavas incandecentes do seu talento e do seu apurado bom-gosto estético, por todos os lados. Seu estilo é eclético, sua pintura, instigante. Curiosamente, agrada tanto os que cultuam os modelos clássicos, como os que se entusiasmam pelo moderno, pelo revolucionário. Entre mil artistas, isso acontece com um apenas. É questão não de sorte, mas de talento.

Os traços que impulsionam o seu pincel são arrojados, atevidos e até mesmo quase agressivos. As cores que ilustram as suas telas são, quase sempre, surpreendentemente luminosas.

Para concluir, vamos mencionar o título de um de seus quadros: "Deus fez a luz, nós pusemos as cores". Está aí a marca registrada do seu estilo, da sua luminosa criação artística. Seus quadros são tão alegres e coloridos, que têm qualidade mística de elevar o astal dos ambientes em que se encontram.

Não precisamos desejar-lhe sucesso, Elizabeth, porque sua arte já se impôs sem os nossos votos. Seus clientes, aqueles que a procuram para decorar suas casas, seus escritórios, têm sido assíduos consumidores de sua iluminada arte.

Paulo Pinto Ferreira

Sou aquarela
têmpera resolvida
ponto vermeil que se espalha
Sou velharia e vanguarda
Sou passado crítico
e procura angustiada
Sou perene
passageira
eterna cor
diluída em água
Sou Minas de emoção
oil sobre tela quente
querente
solvente
ardida
febril

Sou assim
Mana Minas Poeta
Mulher Artista

by Valéria Freitas, Junho/2004.

Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil